O Lula não está nem aí, se querem saber.
Hoje, em mais um destrambelhado aparte durante café da manhã com jornalistas, o mentor-padrinho-mestre de Dilma saiu-se com esta sobre a deportação ou não do terrorista italiano Cesare Bettisti: “Não me importo com o que disse o STF. Ele teve a chance de fazer e fez. Eu não dei palpite. (…) A decisão é minha. Tomo a decisão que for melhor para o País. Até lá não tenho o que comentar”.
Em 18 de novembro o Supremo Tribunal Federal, pelo placar de 5 a 4, decidiu que o refúgio de Battisti no Brasil é ilegal, mas que a decisão estaria nas mãos do Presidente da República. Semana passada, o mesmo tribunal entendeu que Lula não pode ignorar o tratado de extradição que há entre o Brasil e a Itália. Dessa forma o esconderijo que o Ministro da Justiça Tarso Genro tenta legalizar, está fora da lei. E tem mais! Mesmo que Lula resolva dar guarida a Battisti, o STF pode decidir o contrário e como manda a Constituição Federal, Lula terá de acatar a vontade do Supremo e enviar Cesare Battisti para a Itália.
Equivocadamente, o Lula, a bordo de sua popularidade que beira os 80%, chutou o pau da barraca e pode gerar uma crise desnecessária por absoluta inconveniência, arrogância e falta de informação.
Esse assunto e tantos outros, não deve e não pode ter como intruso a figura do Presidente da República, que, caso tivesse modos, deveria se recolher as suas funções constitucionais e nada além disso. O que não pode é imaginar que o Supremo Tribunal Federal, – instância mais importante do Poder Judiciário em nosso País – é um Comitê Olímpico ou comissão da FIFA, que se rende aos maneios marotos e bizarros do menino de Garanhuns.